Neste dia das mães, conversamos com algumas mães da nossa rede a respeito da Maternidade Antiproibicionista: como pode ser exercida, quais os atravessamentos e como o maternar pode mudar o futuro do mundo em que vivemos.
Aninha, Ana Carla, Gabi, Lauana, Ligia, Lu, Maria Daniela e Tamara, diferentes ativistas de diversos cantos do país, falaram um pouco para nós sobre como ser feminista e antiproibicionista atravessa o exercício da maternidade, refletindo tanto nos comportamentos pessoais como na forma de educar as crianças. Ainda nesse sentido, nos contaram um pouco também a respeito do desafio de construir uma educação anti punitivista, focada na responsabilização e na redução de danos.
- O que é pra você uma maternidade antiproibicionista?
"Uma maternidade antiproibicionista vai desde o cultivar valores que considerem os direitos de todas as pessoas, até a responsabilidade sobre os próprios atos e suas consequências, assim como o exercício do antipunitivismo, entendendo que se não há como ser totalmente plena, a redução de danos vem no sentido de minimizar os impactos e as violências de uma sociedade permeada por mazelas sociais que atravessam de forma nociva as vivências das pessoas" Maria Daniela, PE.
"É uma maternidade que não romantiza a sobrecarga. Que cria as suas crias com afeto, com proteção, mas sem deixar o diálogo de lado. Uma maternidade que conversa sobre racismo, machismo, sociedade. Que não deixa de refletir sobre nossa individualidade, para além do maternar. Que conversa sobre seus usos de maneira consciente e responsável. Que não foge das perguntas difíceis, mesmo não sabendo todas as respostas" Lígia, CE.
"É uma maternidade que escolheu o diálogo quando seria mais fácil e socialmente mais aceito, proibir. Pra mim, isso nunca foi abstrato. Foi construído no dia a dia de criar uma filha sozinha, sem ter com quem dividir as dúvidas nem as culpas. Ser antiproibicionista na maternidade é acreditar que proteger não é o mesmo que controlar, mas é carregar esse princípio nos momentos em que o medo aperta, em que o mundo lá fora parece violento demais, e ainda assim escolher a conversa" Lu, RN.
"Pra mim, uma maternidade antiproibicionista é aquela que rompe com a lógica do controle, da punição e do medo como forma de educar e cuidar. É uma maternidade que entende que a política de drogas, o racismo e o encarceramento atravessam diretamente a vida das nossos filhos e filhas , principalmente quando a gente fala de mães negras. Então, maternar nesse lugar é também um ato político de proteção, mas tentar não reproduzir violências" Lauana, MG.

"A maternidade antiproibicionista, pra mim, é um verdadeiro estado de consciência, sabe? Que me permite não sucumbir quando aquilo que o proibicionismo impõe sobre o que é ser mãe, quando ele chega, né? Quando ele pesa, quando ele sobrecarrega. Em todos os desafios, todos os julgamentos, todas as metas impossíveis pra gente que é mãe. Toda a sobrecarga, toda a solidão.
E aí, esse estado de consciência, ele chega e me coloca de volta no eixo, me coloca de pé pra sonhar e lutar, pra lutar e sonhar de novo. Pra eu conseguir me olhar no espelho, me acolher, acolher quem eu sou agora, como é meu corpo agora. Pra entender que não existe receita de bolo, né? Não existe receita de bolo antiproibicionista de como educar um filho, mas a mágica, o segredo, a ciência desse estado de consciência da maternidade antiproibicionista é você se ver ali dentro da sua rotina da maternidade e curtir o momento e deixar fluir e ser transparente com a sua filha, com o seu filho, né? Ter um diálogo transparente, se cuidar pra depois cuidar.
Eu creio que seja isso. Esse estado também, ele só é possível porque outras mães chegaram, né? E eu vou citá-las porque eu acho que é importante celebrar essas mães, né? A matripotência antiproibicionista, eu cito Tamara, cito Ingrid, Luana, Lívia, Lídia, Robervânia, são todas mães e tantas outras que me provam que é possível, elas me fazem também. Então, sempre quando eu tô nos momentos mais desafiantes da minha maternidade, é esse estado de consciência, a imagem dessas mulheres, são elas, são as vozes delas que me chegam e me colocam de volta de pé" Aninha, CE.
"Pra mim, uma maternidade antiproibicionista, ela tá ali entre um equilíbrio, né, entre a autonomia e o direito de utilizar aquilo que, na minha perspectiva, é interessante ou me faz bem, e o desafio de educação, né, dentro de um padrão não punitivista. E esses dois pontos são bem tabus na nossa sociedade. Como educar uma criança sendo através do diálogo e não de castigos, de punições para comportamentos ou situações inadequadas?
Então, parte de um lugar de muito diálogo essa maternidade antiproibicionista, né? Não proibir é agregado de uma necessidade de conscientizar. Eu acho que essa maternidade antiproibicionista é isso, é a busca da autonomia para as minhas próprias decisões a respeito do meu corpo e ensinar a minha criança, né, a minha filha, que essas decisões também vão caber a ela quando ela se tornar uma adulta. Então nesse momento da infância, o meu papel é orientar e trabalhar sempre com o diálogo e a verdade" Ana Carla, CE.
"Sobre a maternidade antiproibicionista, eu acho que a maternidade, ela acontece
e se passa num lugar muito solitário, né? E eu acho que quando
ser uma pessoa com útero, pode ser um homem trans, né? Que esteja gestando e parindo. E a gente também aceita viver e aceitar essas outras possibilidades de maternidade também, né? Mas eu acho que a maternidade antiproibicionista, principalmente, é baseada na autonomia. Porque se o antiproibicionismo tem como base o nosso próprio processo de autonomia sobre nossas escolhas e as formas
que a gente vai lidar com o uso, né, enquanto pessoas usuárias de substância.
Então eu acho que é muito isso, assim, no sentido da autonomia, da importância da autonomia, né? Uma maternidade antiproibicionista é uma maternidade baseada na autonomia, na liberdade e na formação desse ser para a sociedade que passa a ver
o mundo a partir de uma perspectiva que a gente aprendeu, né? A gente aprendeu,
a gente já era antiproibicionista, já era redutora de danos, mas a gente aprendeu a nomear isso. E essa criança, ela já parte de um lugar onde ela reconhece essas categorias na vida, né? E eu acho isso muito importante, assim, quando minha filha
às vezes brinca, ah, e a redução de danos? Vê se toma água, ou ah, e a redução de danos, ou sou maconheira, não sei o que, guardo as coisas.
Enfim, eu acho que tem esse lugar também, dessa troca, de entender a maconha como o próprio processo da vida, do uso, assim, dentro do teu cotidiano, e normalmente esse lugar do interdito, o uso da droga tá nesse lugar do proibido, do interdito, do criminalizado, e aí quando você cria uma criança antiproibicionista com autonomia, essa criança lida com esses processos e com esse fator de modo muito mais transparente, assim, né? Não no proibido, mas naquele lugar do que é possível,
porém supervisionado, porém cuidado" Gabi, SC.
"Acho que uma maternidade antiproibicionista, antes de tudo, é levar em consideração que o nosso corpo, ele é nosso lar, ele é nosso, né, de direito, e que ele pode-- todas as decisões que envolvem nosso corpo, elas passam pela gente primeiro, antes da igreja, da família, das relações que a gente tem. É, e aí quando você se torna mãe, todo mundo quer dar uma ideia, quer dar um pitaco, quer dizer como deve ser, né, a maternidade, principalmente agora, nessa era da tecnologia, que as informações chegam no seu celular a cada trinta segundos. Eu acho que maternidade antiproibicionista é primeiro conseguir falar de aborto mesmo sendo mãe, que eu acho que isso é uma virada de chave. Eu acho que isso muda muito quando a gente conversa com as pessoas, que é dizer: olha, eu consegui ser mãe aqui, mas se eu não tivesse conseguido, o aborto seria uma opção. Então acho que maternidade antiproibicionista envolve isso, mas dentro do meu contexto, maternidade antiproibicionista envolve se afirmar como mãe e pessoa que faz uso de substâncias, né? O antiproibicionismo, pra mim, ele se liga à proibição das drogas. Então dizer que eu consigo exercer maternidade, mesmo fazendo uso de drogas, me coloca nesse lugar de maternidade antiproibicionista e de fazer uma criação em um debate com a família, com a minha cria, com a comunidade escolar, com a comunidade do bairro, de que o fato de eu ser uma pessoa que faz uso de drogas não diminui em nada, nem aumenta as minhas responsabilidades, né? Me deixa no mesmo lugar de responsabilidade de qualquer outra maternidade" Tamara, CE.
- Como ser feminista e antiproibicionista atravessa o exercício da maternidade? Como isso se reflete nos comportamentos pessoais e na forma de educar as crianças?
"Isso atravessa o tempo todo, e às vezes pesa. Porque a sociedade já julga mãe solo com um padrão diferente. Quando você ainda se coloca como antiproibicionista, o julgamento dobra. Parece que qualquer coisa que dê errado vai ser usada como prova de que sua forma de criar estava errada. Então ser feminista e antiproibicionista na maternidade também é resistir a essa vigilância externa, confiar nas suas escolhas mesmo sem validação, e mostrar pra sua filha que mulher não precisa de permissão pra ter convicções" Lu, RN.
"Ser feminista e antiproibicionista na maternidade muda tudo. Significa educar sem naturalizar a punição, sem reforçar o castigo como resposta automática, e sim construindo diálogo, consciência e responsabilidade. No dia a dia, isso aparece nas escolhas na forma como escuto, como explico o mundo, como preparo pra lidar com ele sem romantizar as violências, mas também sem reproduzi-las dentro de casa. É sobre criar filhos e filhas que entendam liberdade junto com responsabilidade, e não medo" Lauana, MG.
"Ser feminista e antiproibicionista é a base da educação das minhas crianças, desde a forma como construímos nossa relação à forma como o machismo, o conservadorismo, o racismo e o proibicionismo nos atravessam diariamente e é o antiproibicionismo que permite criar ferramentas de defesa contra essas estruturas de opressão. É uma proteção e a única forma possível de criarmos pessoas mais conscientes e lúcidas sobre os problemas sociais que nos atravessam todos os dias" Lígia, CE.
"Ser uma mãe feminista e antiproibicionista é criar para o mundo, olhando para uma sociedade melhor e mais equânime, mesmo sabendo que esta prática chocará, em muitos momentos, com os valores de uma sociedade capitalista, patriarcal, racista e cis heteronormativa, o que muitas vezes acontecerá de forma violenta e que questionará a legitimidade desta maternidade" Maria Daniela, PE.
"Bom, ser feminista e antiproibicionista no meu exercício de maternidade tem uma coisa que eu acho importante trazer. Ali no começo, né, quando eu pari Maju, eu achei que eu tinha que amamentar, amamentar, amamentar; porque o feminismo disse que amamentar é a coisa mais importante, mas por um lado, teve uma hora que eu deixei a ciência de lado. Minha filha não pegou a mama, eu não consegui ensinar minha filha a pegar a mama. E aos quatro meses ela tava quase desnutrida, né? Tive que fazer uma escolha pela fórmula. E ali fez sentido. Então a ciência também pra mim fez sentido. É, ser feminista antiproibicionista me fez também me aceitar. Dentro dessa perspectiva, de pessoa que faz uso de drogas, eu não consegui ficar limpa, como a sociedade pede pra essa maternidade. Então acabei fazendo uso de substâncias ainda durante toda essa gestação, que me trouxe muito sentimento de culpa, de medo, né, de antecipar diagnósticos dentro do nascimento da minha filha, que talvez não precisassem existir. Mas por ser feminista antiproibicionista, eu consegui enxergar isso por um outro viés, olhar pra prática, olhar pro dia a dia, né? E olhar que isso tá colocado pro nosso mundo e como que a gente lida com isso da melhor maneira. Pra mim, a melhor maneira foi agregar. Hoje, o uso de substância, em especial a cannabis, a maconha, me ajuda a ter criatividade, a ter paciência, a ter o lúdico dentro desses espaços, quando eu tô com a Maju, quando eu crio a Maju, quando eu tô fora do home office, fora do trabalho, fora dos cuidados de casa, eu tenho aquele tempo com ela, a maconha me ajuda a brincar com ela, ser lúdica com ela, ser criativa. Então, hoje, quando eu me porto como mulher que faz uso de drogas e que sou mãe, eu espero refletir na sociedade uma quebra de estigma, da estigmatização de que a mulher usuária de drogas ela não pode ser mãe, né? E quando, na verdade, a maternidade ela pode ser, também é, um espaço de evolução, de melhor construção da nossa vida também. Apesar de todas as cargas que a maternidade traz aí dentro do sistema geral da sociedade" Tamara, CE.
- Como se constrói uma educação antipunitivista focada na responsabilidade e na redução de danos?
"Entendendo que castigo não é educação. Que punição não vai funcionar e nem impedir que nós adultos erremos, mesmo sem querer, com nossas crianças e nem irá impedir que nossas crianças façam suas próprias escolhas. Não é dever das crianças cumprir nossas expectativas e sonhos. Não é abrindo mão de nossas escolhas e sonhos (nos punindo) que iremos ser mães e pais melhores, mas entendendo que nossas escolhas fazem parte de quem somos e é preciso abraçar cada gesto de coragem que temos frente à loucura que é viver" Lígia, CE.
"Com muito erro e muito diálogo. Minha filha tem 17 anos e eu aprendi que antipunitivismo não é ausência de limite, é limite com explicação, com afeto, com verdade. Redução de danos dentro de casa significa falar sobre risco sem dramatizar, sobre corpo sem tabu, sobre drogas sem hipocrisia. Significa que ela sabe que pode me ligar de qualquer lugar, em qualquer situação, sem medo de julgamento. Esse foi o combinado mais importante que a gente fez. E ele só existe porque eu escolhi ser uma mãe em quem ela confia mais do que teme" Lu, RN.
"Construir uma educação antirracista antipunitivista, focada na responsabilidade e na redução de danos, é sair da lógica do “certo ou errado” imposto e caminhar pra uma construção coletiva de limites. É ensinar que toda ação tem consequência, mas que consequência não é sinônimo de punição. É acolher, orientar, reparar quando necessário e construir caminhos mais seguros. Redução de danos, pra mim, também é isso: reconhecer que a vida real é complexa e que nosso papel não é controlar tudo, mas oferecer ferramentas pra que nossas crianças, meninas e meninos, façam escolhas mais conscientes e seguras ao longo da vida" Lauana, MG.
"Acho que uma educação antiproibicionista parte principalmente do diálogo, né, do conversar, do se entender, do se chegar a consensos e acordos pra trazer essa noção, né, de que eu também sou responsável pelas minhas próprias escolhas e, que ela tem o direito de escolher também, mas precisa escolher com consciência no futuro. Então, hoje a minha filha tem dez anos, é, é uma criança muito consciente em relação à substância que eu faço uso, que é a maconha. Ela tem consciência de que é um uso medicinal, não é um uso que tá trazendo, risco, né? Não é um uso nocivo nem pra mim, nem pra ela. Pelo contrário, se você perguntar pra minha filha se ela quer que eu pare de usar maconha, ela vai dizer que não. Ela, ela entende que o meu eu sem o tratamento é um eu mais agitado, né? Então pra mim, nesse caso, o uso de substâncias é uma redução de danos, é uma redução de danos pra vida social, né, que é uma vida estressante, onde me causa ansiedade, enfim" Ana Carla, CE.
"Bom, eu nunca esqueço que eu ouvi de uma mãe antiproibicionista que dizia, ‘não, eu não quero que o meu filho use álcool ou outras drogas antes de 18 anos’, algumas até com 21, porque existem dados que demonstram, né, da importância de você ser constituído enquanto ser humano, seu corpo, a química, seus órgãos e tal, e às vezes uma droga com 14 anos é uma coisa, mas essa droga com 21, com 25, com 60 é outra coisa totalmente diferente. Então, também a gente aprender a lidar com essa substância, né, é também a gente lidar com essa maternidade responsável e não só responsiva, né, que fica respondendo às situações que a vida coloca, mas criando um ser completo para entender como lidar com seu corpo, com autonomia e liberdade de lidar com suas escolhas, assim, acho que é um pouco isso que é maternidade antiproibicionista para mim" Gabi, SC.

com minha filha. Eu sou uma organizadora de Marcha da Maconha, eu tenho a premissa de naturalizar o natural, mas eu tenho muito medo também, né? Eu não quero que minha filha se torne uma dependente, eu não quero que minha filha
entenda que usar drogas é um caminho para fugir dos seus problemas ou das suas realidades, mas também não quero que ela sofra ali uma criminalização por ser
filha de uma mulher usuária de drogas. Então o desafio é enorme.
Acho que um dos primeiros passos é conseguir mostrar que você consegue
equilibrar. E aí a redução de danos ela vem nessa perspectiva. A redução de danos
e riscos, ela pra mim envolve toda a família. Como que eu consigo refletir a criação
da minha filha, a ponto de eu não tá ali em um uso abusivo, a ponto de não tá passando pra ela, é, tensões, né, desgastes que envolvam o uso de drogas. Ao mesmo tempo que eu não quero naturalizar que aquilo ali é bom pra ela até a idade
da maturidade psicológica do cérebro dela. Então, hoje minha filha vive em uma
casa com pessoas que fazem uso de drogas, mas eu acho que a sociedade nunca viveu sem o uso de substâncias, né? Acho que o sistema capitalista ele cria isso
como mercadoria, mas desde sempre a gente mascou folha de coca, desde sempre
a gente tomou chá de maconha, desde sempre a gente tomou café pra acordar de manhã, desde sempre a gente mascou fumo.
Eu acho que o desafio é encontrar dentro dos planejamentos pedagógicos, uma educação antiproibicionista que faça a gente pensar no cuidado e não só na punição, na criminalização. Como que a gente enxerga o problema daquela pessoa que faz o uso de drogas, e aí eu venho de uma família de uma mãe alcoólatra, como que a gente educa essa criança pra que ela saiba lidar com os problemas dela e que o uso de substâncias não seja uma fuga. Isso fala sobre saúde mental, sobre educação, é psicológico, de como lidar consigo mesmo, e o autoconhecimento é algo que tem se perdido na nossa sociedade, que eu acho que o feminismo negro antiproibicionista tem tentado resgatar. A autonomia, a vontade de ser o que é. E aí eu tenho ensinado pra Maju que mãe dela trabalha, mãe dela luta, mãe dela cuida, mãe dela ama e mamãe também fuma, mamãe também bebe. E isso faz parte hoje de um lugar de diversão, de lazer, de espairecer" Tamara, CE.
Um feliz dia a todos os mais diversos tipos de mães e a todas as pessoas que, através do cuidado e do afeto, exercem diferentes modalidades da maternidade.
Que possamos celebrá-las no dia de hoje, sem perder de vista que a educação das crianças é um compromisso coletivo de todos nós.
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