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04/02/2026

Maria Daniela (RENFA PE) assume cadeira no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher

 

Maria Daniela, travesti branca, sapatrans, mãeconheira e ativista transfeminista, assume uma cadeira no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), fortalecendo a presença de mulheres travestis e trans nos espaços institucionais de formulação e controle social de políticas públicas no Brasil.

Com uma trajetória marcada pela militância feminista e antiproibicionista, Maria Daniela é articuladora e conselheira política da Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas (RENFA). Atualmente, integra o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Pernambuco e o Conselho Estadual dos Direitos da População LGBTQIAPN+ de PE, onde atua de forma ativa na defesa de políticas públicas comprometidas com a igualdade de gênero, a justiça social e o enfrentamento às múltiplas formas de discriminação.

 

Sua atuação se destaca pelo compromisso com uma agenda transfeminista e interseccional, que reconhece as desigualdades estruturais atravessadas por gênero, raça, classe, sexualidade e identidade de gênero. Ao longo de sua caminhada política, Maria Daniela tem sido uma voz firme no combate à transfobia e na defesa da inclusão efetiva das pautas de mulheres travestis e trans nas políticas públicas, especialmente nos espaços de participação social e nas conferências de direitos das mulheres.

 

O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher foi instituído pela Lei nº 7.353/1985 e regulamentado pelo Decreto nº 6.412/2009. Sua finalidade é formular e propor diretrizes de ação governamental voltadas à promoção dos direitos das mulheres, além de exercer o controle social sobre as políticas públicas de igualdade de gênero. O CNDM é composto por 40 integrantes titulares, entre representantes do poder público federal, da sociedade civil organizada e mulheres de notório saber e atuação na luta feminista.

 

A presença de Maria Daniela no CNDM representa um avanço significativo na consolidação de uma política de igualdade de gênero que seja verdadeiramente inclusiva, plural e comprometida com o enfrentamento das desigualdades históricas. Sua chegada ao Conselho reforça a importância da participação ativa de mulheres trans e travestis na construção, monitoramento e avaliação das políticas públicas, garantindo que nenhuma mulher fique para trás.

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